segunda-feira, novembro 22, 2004

Muse: O trio épico

Showbiz (1999)
Origin of Symmetry (2001)
Absolution (2003)

Há uns anos atrás, em 1999, passou na MTV uma música que me chamou a atenção.
Já não me recordo qual era a música, mas lembro-me perfeitamente de um gajo "fininho" agarrado a uma guitarra a gritar desalmadamente.
Ora, isso por si só pode não ser sinal de nada, mas aquilo ficou-me a moer na cabeça, assim como o nome da banda: Muse.
Naquela altura ainda não imaginava que se iriam tornar uma das minhas bandas de eleição.
Passado algum tempo, finalmente consigo chegar ao álbum "Showbiz", através de um amigo (naquela altura não se conhecia Muse, ou seja, quase impossível de encontrar nas lojas) e ouvi-o atentamente.
Não posso dizer que tenha sido amor à primeira vista, mas já dava para reparar que havia ali uma "estrelinha" e, ao mesmo tempo, uma bomba em contagem decrescente...
A voz era capaz de cativar sentimentos antagónicos. Se por um lado, por vezes fazia lembrar Thom Yorke (Radiohead), por outro, os gritos de uma pessoa que parecia estar possuída. Conclusão, por muito que se tentasse arranjar defeitos, o gajo, passe a expressão, cantava mesmo muito bem. Apesar da comparação com Thom Yorke, Matthew Bellamy tinha uma voz muito mais potente (e afinada!).
Bem, analisando este álbum um pouco mais a fundo, pode-se encontrar verdadeiras pérolas: Muscle Museum, um baixo e um refrão fenomenais; Sunburn; Cave; Uno, entre outros.
Enquanto que estes temas eram acima da média, os restantes, apesar de não serem maus, não saiam muito da mediania, prejudicando o saldo final do álbum.
Notava-se já ali qualquer coisa naquele trio.....

Dois anos passaram e surgiu Origin of Symmetry.
Bom, acho que posso dizer que este álbum está no meu TOP 10. Em 2001, Vilar de Mouros, enfiado na tenda durante a tarde por causa do temporal, dão-me a conhecer o novo LP dos Muse. Apesar de não ser o sítio ideal para se concluir alguma coisa sobre algo, fiquei com a impressão que estava perante um conjunto de temas monumentais.
Consegui que mo emprestassem e trouxe-o para casa. O resto já devem imaginar.
Como os ingleses dizem: "It blew off my mind". Nunca tinha ouvido nada semelhante.
Posso dizer que há um tema que ainda não consigo gostar muito: Darkshines.
Mas o resto do álbum é perfeito. É escusado estar aqui a referir um ou outro tema, eles são todos "very high above average", sem nunca cairem em repetição.
Desde temas de puro rock, quase punk (Plug in Baby), temas pop com classe (Bliss), temas épicos (New Born, Citizen Erased) e mesmo ópera! Sim, que é que eu podia chamar a "Screenager", senão um tema de ópera rock?!
Esta jovem tripla fez um trabalho que, apesar de reconhecido, penso que só daqui a uns anos se irá dar o seu real valor.
Matt Bellamy é um guitarrista, pianista, cantor exímio. Um artista como há poucos, sobredotado, sem qualquer dúvida. Solos de guitarra e de piano ao alcance de poucos e com uma voz de fazer corar alguns tenores.
Se há gente que agora compara Muse a Queen, eu só posso dizer que Matt é igual a Freddy Mercury e Brian May juntos.
Não posso deixar passar em claro os trabalhos de Chris Wolstenholme e Dominic Howard no baixo e bateria, respectivamente.
Como devem ter entendido, não há palavras que consigam descrever a grandiosidade, a majestosidade, a intensidade e a perfeição existente neste álbum.
Goste-se ou não se goste, admita-se que talento não lhes falta.

Finalmente, tendo já conquistado a minha fidelidade, mal saiu o álbum Absolution, tratei de o ir comprar. Já o tinha ouvido por alto (maravilhas da Internet), mas eles mereciam que gastasse os meus €, ainda por cima com um DVD extra.
O que posso dizer é que me desiludiu bastante.
Não porque Absolution fosse mau, penso que tenha sido por a fasquia ter sido colocada demasiado elevada com Origin of Symmetry (OS).
Continuam a existir temas épicos, temas hard-rock, mas os temas não parecem atingir o mesmo nível de OS. Enquanto que no anterior, os temas pareciam ligados entre si, apesar de muito distintos, fazendo uma obra fenomenal, neste álbum existem alguns temas que parecem perdidos no meio do alinhamento, como se estivessem lá para preencher algum espaço. Falling Away With You, por exemplo, faz em alguns momentos lembrar Bliss, mas o resultado final é muito menos conseguido. The Small Print, é um tema apenas regular, entre outros exemplos.
Felizmente temos algumas grandes canções a iniciar o álbum, que apenas esporadicamente se consegue voltar a erguer, como em Hysteria.
Conclusão: para mim, Absolution, apesar de continuar a ser um grande álbum, desiludiu-me profundamente, ou seja, venha o próximo!
Indispensável para um melhor conhecimento da banda, é a presença num concerto, o visionamento dos videoclips, ou então, a compra do DVD oficial disponível: Hulaballo (2002), no qual presenciamos um concerto fantástico em Paris. Fabuloso mesmo. Senão como alternativa podem consultar diversos sites dedicados à banda, como por exemplo este, o qual detém bastante informação, assim como videoclips.

Showbiz - Score: 8.1/10
Lista de sons:
1.Sunburn
2.Muscle Museum
3.Fillip
4.Falling Down
5.Cave
6.Showbiz
7.Unintended
8.Uno
9.Sober
10.Escape
11.Overdue
12.Hate This & I'll Love You

Origin of Symmetry - Score: 9.7/10
Lista de sons:
1.New Born
2.Bliss
3.Space Dementia
4.Hyper Music
5.Plug In Baby
6.Citizen Erased
7.Micro Cuts
8.Screenager
9.Dark Shines
10.Feeling Good
11.Megalomania

Absolution - Score: 6.5/10
Lista de sons:
1.Intro
2.Apocalypse Please
3.Time Is Running Out
4.Sing For Absolution
5.Stockholm Syndrome
6.Falling Away With You
7.Interlude
8.Hysteria
9.Blackout
10.Butterflies and Hurricanes
11.The Small Print
12.Endlessly
13.Thoughts Of A Dying Atheist
14.Ruled By Secrecy

2 Comentários:

At 18 de junho de 2005 às 16:40, Anonymous Anónimo disse...

plug in baby punk?!?!?! oh god... >_<

 
At 4 de junho de 2007 às 20:30, Blogger cavaleiro_do_caos disse...

Muse com Absolution?!

Perfeição absoluta!!!

AdoroO!

 

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